Levantamento da Aprosoja/MS aponta que 24% da área cultivada já foi colhida; produtividade estimada para a safra permanece acima de 11 milhões de toneladas.
A colheita do milho da segunda safra segue avançando em Mato Grosso do Sul e já alcançou 24% da área cultivada, segundo boletim divulgado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS). O percentual representa cerca de 530 mil hectares colhidos em todo o Estado.
Apesar do progresso dos trabalhos no campo, o ritmo ainda está 7,6 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior. De acordo com a entidade, o atraso é consequência das chuvas irregulares registradas durante o ciclo da cultura, que interferiram no desenvolvimento das lavouras e no cronograma de colheita.
A região central lidera o avanço da colheita, com aproximadamente 28% da área já colhida. Na sequência aparecem a região sul, com 26%, enquanto a região norte apresenta apenas 4,2% da área colhida.
Mesmo com o ritmo mais lento, a Aprosoja/MS manteve a projeção para a safra 2026. A estimativa é de cultivo em 2,206 milhões de hectares, produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção de aproximadamente 11,139 milhões de toneladas de milho.
O levantamento também mostra que o milho ocupa atualmente cerca de 46% da área utilizada para o plantio de soja em Mato Grosso do Sul. O percentual é menor do que o observado em anos anteriores, reflexo da opção de parte dos produtores por culturas como sorgo, milheto e formação de pastagens em áreas fora da janela ideal de plantio.
As condições das lavouras seguem, em sua maioria, positivas. Segundo o boletim, 71% das áreas estão em boas condições, enquanto 17,9% são consideradas regulares e 11,1% apresentam condições ruins. A avaliação leva em conta fatores como desenvolvimento das plantas, incidência de pragas e doenças, além do potencial produtivo das lavouras.
Entre as regiões produtoras, o nordeste do Estado apresenta o melhor cenário, com 96,7% das lavouras classificadas como boas. Já a região central concentra o maior índice de áreas em condição ruim, seguida pela região sul-fronteira.
As chuvas registradas na última semana contribuíram para recompor a umidade do solo, mas também provocaram atrasos na colheita em algumas áreas. A expectativa é de que os trabalhos ganhem ritmo nos próximos dias, caso as condições climáticas permaneçam favoráveis.
Os primeiros resultados obtidos nas áreas já colhidas indicam produtividade variando entre 65 e 174 sacas por hectare, mantendo uma perspectiva positiva para a produção estadual.
A Aprosoja/MS também orienta os produtores a acompanharem as condições climáticas nos próximos meses. Segundo a entidade, a possível intensificação do fenômeno El Niño pode provocar chuvas irregulares, ventos fortes e episódios localizados de granizo, fatores que exigem atenção durante o restante da safra.



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