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BRASIL

Mato Grosso do Sul lidera o país em casos de maus-tratos contra crianças e adolescentes

Estado registra a maior taxa de maus-tratos contra menores de 18 anos no Brasil e também lidera os casos de abandono material.

Estado registra a maior taxa nacional de violência contra menores de idade e também ocupa o primeiro lugar em ocorrências de abandono material.

Mato Grosso do Sul passou a ocupar a primeira posição no ranking nacional de registros de maus-tratos contra crianças e adolescentes. Os dados mais recentes mostram que o Estado apresentou, em 2025, a maior taxa de ocorrências envolvendo vítimas de até 17 anos entre todas as unidades da federação.

Ao longo do ano foram contabilizados 1.593 casos, número superior ao registrado no ano anterior, quando houve 1.471 ocorrências. Com isso, a taxa estadual chegou a 206,5 registros para cada 100 mil habitantes, colocando Mato Grosso do Sul no topo do levantamento nacional.

Na sequência aparecem Rondônia, Amapá e Sergipe, que também registraram índices elevados. O percentual sul-mato-grossense, no entanto, permanece muito acima da média nacional, que ficou em 77,4 casos por 100 mil habitantes, indicando um cenário que exige atenção das autoridades e da sociedade.

Estado também lidera em abandono material

Outro dado preocupante é que Mato Grosso do Sul também ocupa a primeira colocação no país em casos de abandono material de crianças e adolescentes.

Esse tipo de ocorrência é caracterizado pela falta de assistência dos responsáveis legais, como a ausência de alimentação adequada, moradia, vestuário, cuidados básicos ou o descumprimento da obrigação de prestar assistência financeira aos filhos.

Durante 2025, foram registrados 78 casos dessa natureza no Estado, o que representa uma taxa de 10,1 ocorrências para cada 100 mil habitantes. O índice supera com ampla margem a média nacional, que foi de 3,0 casos por 100 mil habitantes.

Proteção é responsabilidade de todos

Especialistas reforçam que situações de violência, negligência ou abandono podem causar impactos profundos no desenvolvimento físico, emocional e social de crianças e adolescentes. A identificação precoce e a denúncia são fundamentais para interromper ciclos de violência e garantir a proteção das vítimas.

Casos suspeitos podem ser comunicados aos órgãos de proteção, como o Conselho Tutelar, além dos canais oficiais de denúncia e das forças de segurança.

Os números reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da infância, bem como da atuação integrada entre famílias, escolas, serviços de saúde, assistência social e órgãos de segurança para prevenir e combater qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes.

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