O Grupo Casas Bahia fechou sete lojas em Mato Grosso do Sul e desligou cerca de 130 trabalhadores. As unidades encerradas estavam localizadas em Campo Grande, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Dourados, que teve duas lojas afetadas.
A situação chamou a atenção do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG), que afirma ter recebido relatos de trabalhadores comunicados sobre as demissões apenas de forma verbal. Segundo a entidade, parte dos funcionários não teria recebido, no momento do desligamento, documentos ou orientações sobre os procedimentos e direitos trabalhistas.
Diante da situação, o sindicato informou que pretende solicitar uma mediação junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A intenção é acompanhar os desligamentos e buscar garantias de que os trabalhadores recebam corretamente os direitos previstos na legislação.
Para o presidente do SECCG, Carlos Santos, o fechamento das unidades representa um impacto significativo para as famílias afetadas e para o comércio sul-mato-grossense.
Casas Bahia enfrenta processo de recuperação judicial
O fechamento das lojas faz parte de um amplo processo de reestruturação enfrentado pelo Grupo Casas Bahia. A companhia anunciou a redução de sua estrutura física e informou que 298 unidades serão fechadas em diferentes regiões do país.
A empresa também registrou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano. Além da redução no número de lojas e do quadro de funcionários, o grupo prevê mudanças na estratégia de investimentos, com maior concentração de recursos nas áreas de tecnologia e logística.
Na segunda-feira (17), o conselho de administração da companhia aprovou o pedido de recuperação judicial da empresa e de determinadas subsidiárias. O processo foi apresentado à Justiça de São Paulo e faz parte do plano de reorganização financeira do grupo.
De acordo com a empresa, a decisão ocorre em meio à deterioração das condições econômico-financeiras, influenciada por fatores como juros elevados, restrição de crédito, aumento das despesas financeiras e pressão sobre o consumo e o capital de giro.
A companhia também apontou que alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas não chegaram a ser concretizadas.
Empresa afirma que pretende manter operações
Apesar do processo de recuperação judicial e do fechamento das unidades, a Casas Bahia informou que pretende continuar atendendo os consumidores por meio de seus diferentes canais de operação.
A estratégia apresentada pela empresa busca preservar as atividades e organizar o pagamento de suas obrigações, enquanto são adotadas medidas para reestruturar a situação financeira.
Entre as empresas incluídas no pedido de recuperação judicial estão companhias ligadas às áreas de logística, comércio eletrônico, tecnologia, serviços e fabricação de móveis.
Em Mato Grosso do Sul, o impacto mais imediato da reestruturação é sentido pelos trabalhadores das sete unidades que tiveram as atividades encerradas, além das famílias que dependiam diretamente desses empregos.



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